quinta-feira, maio 15, 2008

strange love

A gente pode escolher qualquer coisa, o cabelo, a roupa, o bicho de estimação, mas a única coisa que a gente não pode escolher de jeito nenhum é quem gostar, mesmo que tentamos simular desprezo, frieza, quanto mais fingimento mais patético.
O coração acelera, a perna treme, a cara queima de vergonha. E o que eu faço pra controlar isso? Nada, porque não tem como.
É tão óbvio falar disso, eu que penso que posso controlar até meu intestino esqueço que eu não posso escolher quem eu gosto e muito menos desgostar quando eu quiser.
O tempo, a distância, as diferênças, nada é suficiente. E o pior é quando não existe chance, nenhuma chance. Apesar de ser doloroso, é uma das coisas que me fazem sentir viva, não dura pra sempre mas dura o suficiente. E o medo? Medo de soar patética, estúpida, infantil, de ouvir não, justo eu que sou cheia de mecanismos para a ação.
Nessas horas não sou eu quem manda.
HEEYY anybody home?

"Frágil, ela não vê sua beleza
Ela tenta fugir
Nós acharemos o lugar perfeito para irmos
onde nós podemos correr e nos esconder

Eu construirei um muro e
Nós podemos mantê-los no outro lado

Mas eles continuam esperando e arrancando."

The Fragile, Nine Inch Nails.

3 comentários:

  1. ah, é verdade
    a gente pode até tentar se enganar e fazer de conta que a gente manda no coração
    as vezes dá certo, mas pra valer mesmo
    isso nao funciona... infelizmente

    e para de ficar pensando em parecer patetica e tal
    isso só deixa a gente insegura e atrapalha tudo
    tudo bem que falar é facil, né?


    e esse boy ai que nao te deixa em paz?
    ai jhonny! ele nao se toca que ele é feio demais?

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  2. O coração deveria ser uma máquina com botão liga/desliga/auto-destruição.

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  3. Ahh, você não está sozinha (y)'
    Eu jaah dei a entender que muiitas vezes sou "patética, estúpida e infantil", maiis isso não vem ao caso
    pQ o cara me superava :D

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